Resistência

Resistência

04 e 05

Out

2019

Resistência, uma exposição de fotografia da autoria de Joaquim Leal

A exposição surge de um resultado entre um laboratório, a Diana, o Joaquim, a fotografia e a dança. Um projecto desenvolvido ao longo de um ano de trabalho das aulas de dança da Diana Niepce na Biblioteca de Marvila.

Uma interpretação do processo de construção de um corpo, uma interpretação de dor, uma interpretação da alegria, uma interpretação da deficiência.

Aquela história da realidade que o comum mortal vira a cara. Uma problemática desprezada que produz por a resistência.

Apoios: Associação Salvador

Exposição com imagens em alto relevo para acessibilidade de pessoas com deficiência visual

Vídeo da exposição com texto resumo em braille para acessibilidade de pessoas com deficiência visual

12979 Dias, de Diana Niepce

12979 Dias, de Diana Niepce

04 e 05

Out

2019

12979 Dias, de Diana Niepce 

Sinopse

 12979 Dias é o somatório dos dias que os performers estiveram internados corolário da sua condição física ou psíquica. Esta estranheza da institucionalização, o espetáculo bizarro que esconde a ineficiência das políticas identitárias em torno da deficiência. Nós, os outros, ableismo, normatividade e sociedade. Como perpetuar uma mudança em nós e nos outros.

 Faço um push-up, deito-me no chão e abro o corpo em forma de estrela. Dilato o diafragma e quando expiro contraio o abdominal. Como se ardesse na água.

A Sandra tenta apoiar as pernas no chão. Pernas essas que não a entendem.

A Sara balança os braços que acompanham os giros do corpo, e este dá voltinhas no espaço, com os olhos semicerrados sem ver a chuva lá fora.

A Joana aqui fica mal disposta e corre para a casa de banho nauseada, agora a Joana aprende a cair.

O Paulo tem medo de tocar nas meninas quando dança, mas quando improvisamos não há problema.

A Carla relaxa o corpo no meu, e cada vez que eu mexo o braço junto do dela, ela olha para a mão, respira enquanto eu encosto a cabeça ao braço dela e logo depois a cabeça dela encontra a minha. 

O André faz caretas, mete a língua de fora, estica o braço com a mão aberta enquanto se equilibra num só pé, com a outra perna torcida num arabesque.

A Karen faz cavalinhos na sua cadeira de rodas. Mas não sabe ser doce com as suas pernas, pois as suas pernas não entendem as suas rezas.

A Marta podia ser bailarina só pela sua intuição.

A Vânia é muito tímida, mas vê tudo.

O Joaquim é a nossa sombra que dança no silêncio.

O Bruno dança comigo sem olhar para mim.

O Bartosz é muito grande, com olhos azuis e cabelo loiro. Quando está em cena chama por mim e depois ficamos os dois, lado a lado, a olhar para os outros.​ Nós, os outros.

Ficha técnica

Direção artística: Diana Bastos Niepce

Assistência e apoio ao laboratório: Vânia Cerqueira 

Apoio à dramaturgia: Rui Catalão

Performers: André Ferreira, Bartosz Ostrowsky, Bruno Freitas, Carla Ribeiro, Diana Niepce, Joana Cadete, Karen Sampaio, Marta Xavier, Sara Ferreira, Paulo Sá

Direção técnica/ desenho de luz: Carlos Ramos

Músico: Jonny Kadaver

Fotografia: Joaquim Leal

Audiodescrição: AR produções

Apoios: Associação Salvador

Produção: O R GIA associação cultural 

Agradecimentos: Sandra Marques

 

Espetáculo com recurso de audiodescrição para pessoas com deficiência visual 

IETM on the road 2019

IETM on the road 2019

IETM on the road 2019

12

Maio  2019

I have thought what might have been IETM’s impact, what changes it might have brought and I think I have more questions than answers.

I will share with you my thoughts on what I believe was the impact on me and some of the people working in this sector. And I will also share my questioning.

In what concerns me personally, as a citizen and an artist, IETM brought me a new sense of justice. It made me see that I must have a different kind of ethics in my work and in my life in general. It generated a huge change in me.

The EITM has brought me a new sense of justice, which must guide my work and my life. It generated a huge change in me: I became more determined to create conditions of access to my work for everyone and to fight for change in the cultural sector and access for all.

In my professional environment, IETM helped create a greater union among people who fight for access to culture. The organisations that work with me have shown more interest and willingness to think things differently and think about access.

Unfortunately, most cultural organisations in Portugal are not yet available to embrace the change and to consider the rights of audience and artists with disabilities. This did not and could not have changed just with IETM. Nevertheless, I see more initiatives happening in Lisbon, more organisations seem to take an interest. The path is still very long.

Having said this, and considering the significant lack of access in IETM Porto (both in terms of the conference venues, as well as the hotel chosen for me, despite my warnings) I would like to ask:

What have the organisers learnt? How have their learning affected their work and everyday decisions? A year later, what do they think they would have done differently? Are they actually doing something differently?

I have also got some questions for the sector in general: 

Are they prepared to make art accessible to all, artists and public? Should art be considered only for an elite with a normalised body? Why would that be an option? Does a programmer who chooses a totally inaccessible space, and presents almost the entire festival there, have no responsibility for discriminating? Why are inaccessible cultural venues authorised to open to the public, totally disregarding the law? This makes me feel that nothing much has changed. How many of the artists present here implement measures of inclusion in their organisation, in their work? How many programmers and directors try to overcome the barriers that promote the exclusion of some?

 

12.05.2019, Diana Bastos Niepce

Unexpected Bodies in Unexpected Places

Unexpected Bodies in Unexpected Places

Unexpected Bodies in Unexpected Places

03 a 07

Junho  2019

EN

 
In June i will attend the artistic laboratory in Malmö, SWE: “Unexpected Bodies in Unexpected Places”. The topics explored in the laboratories reveal some of the key questions being asked by a unique generation of European disabled performing artists.

The laboratories are the true experimental heart of Europe Beyond Access. These week-long processes of artistic experimentation and professional exchange bring together artists from each of the project partner countries. The artistic experimentation is led by senior disabled artists: sharing methodologies, asking questions, provoking debate.

I’m so thankful for British council made this dream happen.

PT

Em junho estarei presente no laboratório artístico em Malmö, SWE: “Unexpected Bodies in Unexpected Places”. Os tópicos explorados no laboratório revelam algumas das principais questões colocadas por uma geração única de artistas europeus com deficiências.

Esses processos de experimentação artística e intercâmbio profissional, com duração de uma semana, reúnem artistas de cada um dos países parceiros do projeto. A experimentação artística é liderada por artistas seniores deficientes: compartilhando metodologias, fazendo perguntas, provocando debates.

Estou muito grata pelo British Council que tornou este sonho possível.
Link: http://www.disabilityartsinternational.org/europe-beyond-access/artistic-exchanges/

Inart Community Arts Festival 2019

Inart Community Arts Festival 2019

Inart Community Arts Festival 2019

19

Fevereiro 2019

http://www.voarte.com/pt/festvoarte/inarte/edica 

Recentemente integrei o InArt – Community arts festival, com a estreia da peça “Still Practicing, stillness” de Adam Benjamin (co-fundador da Candoso Dance Company), um projeto de dança inclusiva intergeracional, que integra crianças, adultos, seniors, com e sem deficiência, no dia 19 de Fevereiro de 2019.

A 20 de Fevereiro de 2019, estreio como interprete da nova criação do criador Rafael Alvarez, “No silêncio da primeira onda”, um projeto que integra o projeto Wave do criador, criando uma sinergia de colaborações entre a Bodybuilders, Plural Companhia de Dança, Escola Superior de Dança e Associação Vo’arte. Corpos de papel num mar de emoções, imagens, memórias, sombras e promessas de futuros plurais. Sete ondas para sete intérpretes, numa onda que liga e abraça.

Imagem: © Luis Conde, da estreia do espetáculo “No silêncio da primeira onda” de Rafael Alvarez