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PT

À nossa volta o mundo cria mecanismos de recusa de certos corpos. Como se não pudéssemos existir juntos e o corpo só pudesse viver nessa forma de delírio utópico que o mundo lhe inflige. Assim, vivemos um processo de extermínio silencioso em que somos constantemente marginalizados por não correspondermos a uma norma, ela sim, verdadeiramente doente. É sobre a nossa identidade que esse extermínio age, reduzindo-nos a um estado de insignificância, empurrando-nos para as margens onde a toxicidade nos deixa num campo de batalha, que nos obriga a escolher entre desvanecer pela submissão ou existir na revolução.

Uma peça de dança em que a exposição do corpo não normativo como paralelo de muitos preconceitos que estão dentro de cada um de nós, cria uma linguagem crua e bela ao mesmo tempo.

A estranheza da fragilidade e força dos corpos. Nós, os outros, norma e sociedade. Como perpetuar uma mudança em nós e nos outros.

Direção artística: Diana Niepce
Interpretação: Carolina Carloto, Diana Niepce, Mia Meneses, Karen Sampaio, Hugo Cabral Mendes, Vítor Hugo Afonso e Inês Cóias (Gentilmente Cedida pelo Teatro Nacional D. Maria II).
Desenho de luz: Carlos Ramos
Som: Jonny Kadaver
Figurinos: Silvana Ivaldi
Produção: Produção d’Fusão
Apoio: Fundação GDA
Coprodução: Biblioteca de Marvila

 EN

Around us the world creats a mechanisms for refusing certain bodies. As if we could not exist together and the body can only live in that delusion form of utopian that the world inflicts on it. We live in a process of silent extermination in which we are constantly marginalized because we do not correspond to a norm, it is, sick and sick. It is on our identity that this extermination acts, there to a state of insignificance, pushing us to the margins where toxicity leaves us on a battlefield, which forces us to choose between vanishing by submission or existing in the revolution.

A dance piece which the exposure of the non-normative body work as a parallel of many prejudices that are within each of us, creates a raw and beautiful language at the same time.

The strangeness of the fragility and strength of the bodies. We, the others, norm and society. How to perpetuate a change in ourselves and others.

Artistic Direction: Diana Niepce
Performers: Carolina Carloto, Diana Niepce, Mia Meneses, Karen Sampaio, Hugo Cabral Mendes, Vítor Hugo Afonso e Inês Cóias
Light design: Carlos Ramos
Sound design: Jonny Kadaver
Costume designer: Silvana Ivaldi
Photography: Alípio Padilha
Audio Description: AR Productions
Production: Produção d’Fusão
Support: Fundação GDA
Coproduction: Biblioteca de Marvila