dueto

Duet

PT

Neste estado de fragilidade, o corpo procura-se no corpo do outro. Sente-se porque é tocado, porque é olhado. E assim, o corpo existe.
O corpo expõe a pele e rasga até ao interior. O corpo expõe-se deixa entrar… fragiliza-se ou fica mais forte?
Os corpos delicados, que respiram entre si e se desenham um no outro, até ao prazer que está na fragilidade…

“Eu não sei o que dizer. Porque cada vez que abro a boca é como se me despisse à tua frente pela primeira vez. Como quando a máscara cai e o teu corpo se confessa junto do meu. Penso na anatomia, como se estivesse a cair, a reconstruir os pedaços partidos do corpo, com a excepção do amor.
Dança como uma cobra que muda de pele, como uma tempestade no cérebro, a minha mão a procura-te, dás-me a mão, caminhar, vamos deixar sair a criança que há em nós para logo depois a matar. Não existe nada aqui. Eu procuro-me em ti, porque o corpo só se encontra nos olhos do outro e nunca vai recuperar da dor.”

É uma performance de dança em que a exposição do corpo não normativo como paralelo de muitos preconceitos que estão dentro de cada um de nós, cria uma linguagem crua e bela ao mesmo tempo.
A estranheza da fragilidade e força dos corpos que esconde a ineficiência das políticas identitárias. Nós, os outros, norma e sociedade. Como perpetuar uma mudança em nós e nos outros.

Direção artística: Diana Niepce
Performers: Diana Niepce e Bruno Freitas.
Músico: Jonny Kadaver
Produção: PI / Self-Mistake

Dança
Duração: 20 minutes
Classificação etária: >16

EN

In this state of fragility, the body searches for itself, in the body of the other. It feels because it is touched, because it is looked at. And so, the body exists.
The body exposes the skin and tears it to the inside. Does the body let itself in… weaken itself or does it become stronger?
The delicate bodies, which breathe in each other and draw themselves on each other, to the pleasure that lies in fragility…

“I don’t know what to say. Because every time I open my mouth it’s like I’m undressing in front of you for the first time. Like when the mask falls off and your body confesses next to mine. I think about anatomy, like I’m falling, reconstructing the broken pieces of my body, with the exception of love.
You dance like a snake changing its skin, like a storm in its brain, my hand looks for you, you give me your hand, you walk, we let out the child in us and then kill them. There’s nothing here. I look for myself in you, because the body is only in the eyes of the other and will never recover from the pain.”

It is a dance performance in which the exposure of the not normalised body, as a parallel of many prejudices that are inside each one of us, create a raw and beautiful language at the same time.
The strangeness, the bizarre spectacle that hides the inefficiency of politic identity. We, the others, ableism, normativity and society. How to perpetuate a change in ourselves and in others.

Artistic direction: Diana Niepce
Performers: Diana Niepce, Bruno Freitas.
Musician: Jonny Kadaver
Production: PI / Self-Mistake

Dance
Duration: 20 minutes
Age rating: >16