Utopia

Habitamos uma espiral corrosiva de destruição. Observamos o corpo de forma simplista e corremos atrás da produção de um outro corpo. Este não está bom. Somos contaminados pela norma vigente que só existe no lugar da opressão. Este corpo não serve. Chafurdamos tais figuras excluídas no curral porque nunca nada é suficiente. Neste cenário imaginado, o ferro conta a sua história no corpo, dura e violenta, mas há excrementos por todo o lado e vivemos no paraíso.

Através do fascínio da reconstrução do meu próprio corpo, analiso e recrio representações contraditórias do objeto que é o corpo. Torno a reconstrução do corpo a minha musa e através dela adoto o processo ao corpo do outro. Estamos no campo da objetificação e também da problematização. Interessa-me homenagear os corpos por aquilo que são, através da sua própria história e saber. Interessa-me usar o corpo uma linguagem crua, violenta e erótica, como espelho da representatividade do corpo na sociedade, sem ser obrigada a normalizá-lo. Utopia é uma performance duracional sustentada entre a transgressão e a opressão dos limites físicos.

Diana Niepce

*Este é um espetáculo de longa duração que coloca o tempo em primeiro plano como um elemento ativo que procura alterar a percepção e significado da ação por parte de quem vê. Recomenda-se que se assista à experiência completa.

Direção artística e criação | Diana Niepce
Interpretação | Ana de Oliveira e Silva | Diana Niepce | Inês Cóias | Telma Pinto | Tiago Barbosa |  Silvana Ivaldi
Desenho de luz | Carlos Ramos
Músico | Gonçalo Alegria
Cenografia | Franko B
Figurinos | Silvana Ivaldi
Rigger | Telma Pinto
Fotografia promocional | Alípio Padilha
Intérprete LGP | Bárbara Pollastri
Conceito de vídeo | Carlos Ramos, Diana Niepce
Edição e montagem de vídeo | Ema Ramos
Produção | As Niepce’s
Coprodução em residência | Alkantara, Biblioteca de Marvila – CML, Espaço do Tempo
Coprodução | DDD – Festival Dias da Dança 2024, Teatro do Bairro Alto, Terra Amarela
Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura / Direção-geral das Artes
Apoio | Ribapor

We inhabit a corrosive spiral of destruction. We look at the body in a simplistic way and run after the production of another body. This one is no good. We are contaminated by the prevailing norm that only exists in the place of oppression. This body is no good. We wallow such excluded figures in the corral because nothing is ever enough. In this imagined scenario, the iron tells its story in the body, hard and violent, but there is excrement everywhere and we live in paradise.

In Utopia, Diana Niepce honours bodies for what they are through their own history and knowledge. Through the fascination of reconstructing her own body, the choreographer analyses and recreates contradictory representations of the object that is the body. She is interested in using the body as a raw, violent and erotic language, as a mirror of the body’s representativeness in society, without being forced to normalise it. Utopia is a performance based on the transgression and oppression of physical limits.

* A durational performance in which the audience can leave and re-enter every hour after the start of the show.
This performance contains representations of violence, strobe / flashing lights and loud / intense sounds

Artistic direction and creation | Diana Niepce
Interpretation | Ana de Oliveira e Silva | Diana Niepce | Inês Cóias | Telma Pinto | Tiago Barbosa |  Silvana Ivaldi
Light design | Carlos Ramos
Musician | Gonçalo Alegria
Scenography | Franko B
Costumes | Silvana Ivaldi
Rigger  | Telma Pinto
Promotional photography | Alípio Padilha
Portuguese Sign Laguage interpreter | Bárbara Pollastri
Video concept | Carlos Ramos, Diana Niepce
Video editing | Ema Ramos
Produced by | As Niepce’s
Residency coproduced by | Alkantara, Biblioteca de Marvila – CML, Espaço do Tempo
Coproduced by | DDD – Festival Dias da Dança 2024, Teatro do Bairro Alto, Terra Amarela
Project financed by | República Portuguesa – Cultura / Direção-geral das Artes
With support from | Ribapor