Anda, diana

So Get-up, Diana

PT

Quero falar do que escondemos. Não existi quase toda a minha vida por culpa da crença de ter de existir num corpo que não era o meu. Vou parar de pedir desculpa ao policiamento da norma, que destrói tudo que difere dela própria. Não sou incompleta. Quero parar esta violação da minha intimidade e ninguém me dirá como ser. Deixei de procurar o meu corpo no corpo do outro e encontrei-me com o outro. No trato secreto que faz do meu corpo um contador de histórias, encontrei o sentido do seu estado íntimo e real.
Diana Niepce

Em Anda, Diana, a bailarina e acrobata Diana Niepce retrata a reconstrução do seu eu, depois de uma queda (ao qual ficou com uma lesão medular), num diálogo honesto entre corpo e mente, entre a lógica e o caos, até construir o corpo que dança. Nesta peça, propõe-se a questionar o que é a norma, desafiando preconceitos e ideias que a sociedade tem relativamente à estética dos corpos. Aqui, a deficiência, apesar de presente, não se posiciona no lugar de vítima do sistema. Antes, este corpo fora da norma posiciona-se como revolucionário.

O projeto Anda, Diana conta ainda com uma autobiografia editada pela Sistema Solar. Uma narrativa interior desenvolvida a partir de factos cruelmente reais, contaminados pela perspetiva artística da autora.

Diana Niepce é uma artista portuguesa que investiga a linguagem e o hibridismo enquanto ação política. Procura reformular a identidade do corpo performativo através da sua mutação, intimidade e experimentalismo fora da norma.

Direção artística: Diana Niepce
Assistência artística: Bartosz Ostrowski
Interpretação: Bartosz Ostrowski, Joãozinho da Costa
Apoio à Dramaturgia: Rui Catalão
Desenho de luz: Carlos Ramos
Som: Gonçalo Alegria
Figurinos: Silvana Ivaldi
Apoio: Joa Cirque
Produção: Produção d’Fusão
Residência de co-produção: O Espaço do Tempo
Coprodução: TBA – Teatro do Bairro Alto e O Espaço do Tempo

EN

I want to talk about what we hide. I didn’t exist almost my entire life because of the guilt of having to exist in a body that wasn’t mine. I will stop excusing the policing of the norm, which destroys everything that differs from itself. I am not incomplete. I want to stop this violation of my privacy and no one will tell me how to be. I stopped looking for my body in the other’s body and found myself with the other. In the secret treatment that makes my body a storyteller, I found the meaning of its intimate and real state.
Diana Niepce

In Anda, Diana, the dancer and acrobat Diana Niepce portrays the reconstruction of her self, after a fall (to which she was left with a spinal cord injury), in an honest dialogue between body and mind, between logic and chaos, until she built the dancing body. In this piece, she proposes to question what the norm is, challenging prejudices and ideas that society has regarding the aesthetics of bodies. Here, the disability, although present, does not take the place of the victim of the system. Rather, this non-standard body is positioned as a revolutionary.

Anda, Diana project also has an autobiography edited by Sistema Solar. An inner narrative developed from cruelly real facts, contaminated by the author’s artistic perspective.

Diana Niepce is a Portuguese artist who investigates language and hybridism as a political action. It seeks to reformulate the identity of the performative body through its mutation, intimacy and experimentalism outside the norm.

Artística direction: Diana Niepce
Direction assistant: Bartosz Ostrowski
Interpretation: Bartosz Ostrowski, Diana Niepce, Joãozinho da Costa
Support on dramaturgy: Rui Catalão
Light Design: Carlos Ramos
Sound design: Gonçalo Alegria
Costume design: Silvana Ivaldi
Support: Joa Cirque
Production: Produção d’Fusão
Co-Production Residency: O Espaço do Tempo
Co-Production: TBA – Teatro do Bairro Alto e Espaço do Tempo